15 de março de 2013

O JEJUM



Caros irmãos, muitos nos perguntam sobre o Jejum, o que é, como deve ser feito. Abaixo reunimos alguns pontos muito importantes para nossa melhor compreensão e prática. 







JEJUM:

O Jejum de alimentos:
Nossa Senhora nos pediu nas aparições de Jacareí, o jejum a pão e água, em todas as quartas e sexta-feiras até o horário das 19:30 hs, a partir do qual podemos nos alimentar normalmente, porem sem exageros. Nossa Senhora acrescentou que nos dias de jejum, podemos tomar um café da manhã frugal (sem exageros).
A quem Nossa Senhora pede esse sacrifício de Amor? A todos, incluindo os idosos e crianças, porem obviamente, com exceção dos doentes.
São José também nos pede ofereçamos o sacrifício eventual de alimentos de que gostamos, substituindo por outros alimentos de que gostemos menos.

Tenhamos sempre em nosso coração uma devoção verdadeira ao jejum.
De que adiantaria não sorvermos um refrigerante ou um suco se a maledicência com o próximo corre solta em nossos lábios. Isso em absoluto é a verdadeira devoção (São Francisco de Salles). O jejum dos alimentos deve ser um trampolim a nos impulsionar para o alto, para a prática de todas as virtudes, do contrario, será uma devoção falsa e somente uma superstição.
Do que adianta termos um rigor com o próximo exigindo que este pratique o jejum e outras devoções e orações que nós mesmos demoramos anos para praticar inteiramente? Não seria isso um escândalo e um peso insuportável para nossos irmãos no inicio de sua conversão? Será essa a pratica de uma devoção verdadeira?
Façamos, portanto o jejum do rigor para com o próximo, do contrario seremos como fariseus hipócritas que impõem um peso enorme aos outros e nós mesmos não levantamos sequer um dedo. Quando exortarmos a virtude, façamos com amor, compreensão, sem escândalos, e sem impor nossa vontade. Se desejarmos ser rigorosos, apliquemos esse rigor consigo mesmos, e mesmo assim, sempre com moderação, para não cairmos em autopiedade.
Jejum no silencio e jejum dos desejos de glória humana: Quando praticarmos o jejum, lavemos nosso rosto, e perfumemos nossos cabelos, como diz o evangelho. Tenhamos feições alegres, sejamos exemplo de bem estar e felicidade, e que não se fale a ninguém do jejum que fazemos (a não para exortarmos a seguir nosso exemplo). Não façamos cara de fome ou de fraqueza, e não caiamos na tentação de nos acharmos melhores do que aqueles que não fazem o jejum.
Jejum do rancor: de que adianta abrirmos com largueza nossa bolsa na consideração com os pobres se fechamos nossos coração ao amor do próximo a quem não queremos perdoar?
Jejum do orgulho: de que adianta recitarmos muitas orações, se desmandamos a língua com palavras coléricas, arrogantes e injuriosas?
Jejum da ira: São Pedro tinha imensas dificuldades de conviver com Judas Iscariotes. Sendo São Pedro de temperamento explosivo e um coração de extrema justiça, descarregou sua ira diversas vezes sobre Judas Iscariotes, sem conseguir se conter, apesar dos pedidos do Mestre (Jesus). Porem somente quando ele praticou a virtude da fortaleza, carregando feixes de madeira nas costas para evitar o confronto com Judas, que São Pedro agradou extremamente ao Senhor, recebendo as graças abundantes que até ali estavam represadas. (Valtorta)
Jejum da inveja: Caim se entristeceu com a alegria e o bem de seu irmão Abel, quando DEUS o elogiou aceitando com satisfação seus sacrifícios. Essa tristeza com o bem do próximo o levou a odiar terrivelmente seu irmão, desejando que ele não tivesse esse bem, e apesar das exortações do Próprio DEUS, Caim assassinou seu irmão por inveja. Por isso, para praticarmos o jejum da inveja, devemos pedir a DEUS a graça da humildade, que nos faria felizes pelos bens que o próximo adquiriu (sejam estes espirituais ou materiais), mesmo que nós não tenhamos esses bens. Se Caim tivesse humildade, jamais teria cometido o terrível delito.
Pratiquemos sempre o jejum com verdadeira devoção, do contrario seremos como as avestruzes, que tem asas, mas que nunca se alçam do chão.
Elevemos nossa alma a Deus, com todos os tipos de jejuns, praticando todas as virtudes que nos são tão custosas. Para que assim, bem preparados pelo jejum dos alimentos, a Caridade possa operar em nós livremente, e alcemos o voo das águias, alto, sublime e incansável na direção dulcíssima dos nossos queridos Amores eternos: Jesus, Maria e José.
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